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Gestores públicos da Baixada Santista discutem políticas de desenvolvimento em oficina do projeto Conexão Urbana

Gestores públicos da Baixada Santista discutem políticas de desenvolvimento em oficina do projeto Conexão Urbana

Com o objetivo de transformar a realidade urbana por meio da gestão estratégica e da inclusão socioeconômica, o projeto Conexão Urbana realizou, nos dias 30 e 31 de março, oficinas dedicadas a prefeitos, prefeitas e gestores públicos da região da Baixada Santista (SP). O encontro ocorreu no Parque Tecnológico de Santos, com palestras informativas que abordaram o cenário urbanístico e a inclusão produtiva na região, além de discutir estratégias de governança metropolitana para a redução de desigualdades territoriais.

As ações fazem parte do projeto Conexão Urbana: Gestão, Inclusão e Desenvolvimento que Transformam Cidades, uma iniciativa da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e do Sebrae Nacional, com o apoio do Sebrae da Baixada Santista. Segundo Rose Mendes, líder do projeto pela FNP, a união municipal é essencial para criar modelos de gestão que promovam crescimento sustentável e respeitem o contexto de cada região.

O primeiro dia de atividades (30/03) foi dedicado ao Desenvolvimento Urbano e à Construção Civil. Fábio Tatsubô, chefe do Departamento de Política Pública dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Ouvidoria da Prefeitura de Santos, destacou a importância de integrar as administrações municipais para construção de soluções em torno dos ODS. “Incentivamos a integração das prefeituras para a construção de ações reais que causem impacto na economia local e no desenvolvimento sustentável. Aqui, temos a oportunidade de trazer a essa jornada os ODS e elaborar dados, indicadores e um plano de ação em conjunto”, pontuou Fábio.

Ainda sobre infraestrutura, o arquiteto Alessandro Lopes apresentou a metodologia BIM (Building Information Modeling, sigla em inglês para Modelagem da Informação da Construção) para dar transparência e eficiência às obras públicas por meio de modelos digitais. Complementando o debate, o pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ronaldo Christofolett, reforçou a necessidade de modernização: “Precisamos olhar para as cidades no contexto atual do planeta e pensar em soluções para adaptar o urbanismo à sustentabilidade”.

No segundo dia (31/3), as discussões focaram no Desenvolvimento Econômico e na Inclusão Socioprodutiva. A oficina buscou conectar as políticas de assistência social à geração de renda, identificando oportunidades na economia circular e na gestão de resíduos sólidos como motores para novos negócios e fortalecimento da rede entre os municípios.

Helena Rego, do Sebrae Nacional, iniciou as palestras abordando ações de qualificação voltadas ao empreendedorismo. A ideia é capacitar a população vulnerável para que a economia local se torne mais dinâmica e menos dependente de auxílios externos, focando na sustentabilidade financeira das famílias.

Representando o Sebrae-SP, a coordenadora de Políticas Públicas, Beatriz Biscalchim, destacou que a inclusão produtiva depende de um esforço multidisciplinar: “Não acontece de forma isolada. É um trabalho que envolve diversas secretarias e atores, que juntas devem agir com o objetivo de superar vulnerabilidades e promover a geração de emprego e renda de forma digna e estável”, afirmou.

Com o encerramento das oficinas, o Conexão Urbana estabelece agora uma agenda de acompanhamento contínuo na região. O objetivo é garantir que as estratégias discutidas facilitem o desenvolvimento urbano, a inovação e o suporte socioprodutivo, transformando os debates técnicos em ações práticas nas cidades.

A iniciativa foca especialmente em territórios periféricos, promovendo a cooperação federativa para enfrentar desigualdades socioespaciais. Ao todo, o projeto prevê o atendimento a 57 municípios em cinco regiões metropolitanas: Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Baixada Santista (SP), este indicado pelos municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.