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FNP vai integrar grupo de trabalho do MEC para discutir piso do Magistério

FNP vai integrar grupo de trabalho do MEC para discutir piso do Magistério

Prefeita Margarida Salomão participou nesta terça-feira, 27, de reunião com o ministro Camilo Santana

O ministro da Educação, Camilo Santana, propôs a instituição de um grupo de trabalho para discutir a regulamentação da forma de reajuste do piso do magistério. Em reunião, nesta terça-feira, 27, com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Santana avaliou que o “tema é espinhoso” e que o objetivo é “dar segurança jurídica e sustentabilidade” aos entes.

Para a prefeita de Juiz de Fora/MG, Margarida Salomão, vice-presidente de Educação da FNP, o espaço de debate é estratégico. “Embora seja muito abrasivo o diálogo, somos nós que temos que travar para garantir, inclusive, perenidade nesse processo”, falou. A governante local também ressaltou que a convocação feita pelo MEC foi “muito sábia e estratégica” e afirmou que a expectativa é que “o Fórum seja permanente para que possamos, com os legisladores, contribuir com nossos compromissos e angústias”.

Segundo o coordenador de Articulação Política da FNP, Jeconias Junior, a questão do piso reflete um problema crônico da Federação que é a falta de diálogo entre os Entes. Ele falou sobre a instituição do Conselho da Federação, a partir de uma proposta da FNP por uma mesa permanente de diálogo.

“É exatamente essa instância que a gente acredita que é necessária ser colocada em pé para que haja a pactuação, e essa é a palavra; a pactuação vai ser feita. Temos dialogar com todos, porque os mandatos são passageiros”, destacou.

A deputada federal, Socorro Neri (PP/AC) também participou do debate chamando atenção para o consenso da mesa, que é a valorização fundamental dos profissionais do ensino. No entanto, ela disse que “a forma como tem sido feita tem causado inúmeros problemas”.

“Não adianta a Lei estabelecer se grande parte do sistema não tem condições de cumprir”, falou Socorro Neri. A parlamentar, que foi prefeita de Rio Branco/AC e, à época, vice-presidente de Educação da FNP, também lembrou, além de dificuldades orçamentárias, repercussão na carreira e pressões de outras categorias, governantes também enfrentam a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A vontade de cumprir é grande, mas cada estado tem uma condição”, ponderou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Diante das colocações, o ministro propôs a instituição de um grupo de trabalho para encontrar soluções e, de antemão, pediu dados e propostas. “Precisamos enfrentar isso com muita franqueza e transparência”, disse.

Entre os demais participantes, Izolda Cela - secretária-executiva (MEC), Leonardo Barchini – secretário-executivo Adjunto (MEC), Maurício Holanda Maia – Secretário (MEC), senador Flávio Arns e representantes da CNM.